O que é gamificação?
Gamificação e ludificação são sinônimos. Trata-se do emprego de técnicas usadas para o desenvolvimento de jogos em outros aspectos da vida, como estudos, trabalho, vida social, etc.
Essa técnica é bastante usada porque consegue um alto engajamento, e isso ocorre por conta do sistema de recompensas do cérebro humano.
Clicando aqui, você vê o texto da wikipedia sobre gamigicação. Ás 12:00 do dia 03 de setembro, o texto estava bastante correto e completo. Mas sempre é bom lembrar: A Wikipedia pode ser editada a qualquer momento, e nem toda alteração é para melhor.
Como saber se uma atividade é gamificada?
Como dito, a gameficação envolve técnicas de jogos. Duas das principais são a atividade desafiadora e um sistema de recompensas. A recompensa não precisa ser “real”. Uma figura, música, animação, acesso a uma fase mais desafiadora, ou mesmo um marcador de pontuação que vai aumentando conforme os acertos já é interpretado pelo cérebro como recompensa. Instintivamente, seu cérebro considera uma recompensa que chegue rápido, ainda que pequena, mais válida que uma recompensa que demore, ainda que seja melhor. Já o desafio é mais personalizado: Algo muito fácil ou difícil demais fazem a pessoa perder o interesse. Logo, uma atividade gamificada envolvendo matemática para engenheiros não faria sucesso para alunos do fundamental, e vice versa.
Gamificar é bom?
Pode ser ótimo: Como mexe com uma parte bastante primitiva do cérebro, faz com que as pessoas se divirtam enquanto fazem tarefas que, de outra forma, seriam pouco atraentes. Atividades como estudos, tarefas domésticas, rotinas de trabalho, autocuidado, entre outras, podem tornar-se mais atraentes e prazerosas usando essa técnica (“arrumar o quarto em menos de 15 minutos” é mais desafiador que “arrumar o quarto”).
Gamificar é ruim?
Em alguns aspectos, é péssimo: O cérebro começa a exigir recompensas cada vez mais rápido, o que faz que algumas tarefas importantes, mas sem recompensa imediata (terminar um curso, ler um texto longo, elaborar argumentos racionais, comparar opções de planos de celular…) fiquem negligenciadas. Como os dispositivos da gamificação mexem com estruturas muito primitivas, há ainda a possibilidade do cérebro entrar em monomania, ou simplesmente, viciar naquilo. Há pessoas viciadas em jogos, elas sempre existiram. Mas a gamificação trouxe novas possibilidades: Pessoas viciando-se em redes sociais, em canais de vídeo e mesmo workaholics (viciados em trabalho) que chegam a essa situação pelo fato de suas funções serem gamificadas. Não há problema algum em gostar de jogos ou de atividades gamificadas. Mas, se a pessoa deixar aspectos importantes da vida de lado para fazer isso, ela tem um problema.
Qual o limite?
A sua liberdade, claro! Pense nas tarefas que você tem que fazer todos os dias, ou naquelas que você precisa fazer para chegar onde quer (é bom fazer uma listinha delas). A gamificação será boa quando te ajudar nesses objetivos (algumas atividades gamificadas dentro de um curso longo, ou dividir um livro em capítulos e estabelecer uma meta de capítulos por dia, por exemplo) e ruim quando te afasta do que você sabe que precisa fazer (assistir um vídeo relacionado quando é sua vez de lavar a louça, por exemplo). Tenha em mente que não é crime fazer atividades chatas ficarem mais legais, mas que algumas atividades chatas continuarão chatas e necessárias!
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